Que tal uma revolução no futebol e de quebra parar de insistir em Ronaldinho Gaúcho, Adriano e etc?

Como é insuportavelmente desconfortável ficar 13 horas na poltrona da classe econômica de qualquer companhia aérea, fui “obrigado” a ver quatro filmes na tentativa de acelerar os ponteiros no meu retorno da Terra Santa.

Novamente utilizo um trecho de minhas férias com a família em Israel como gancho para falar de futebol.

Uma das quatro películas que me ajudaram a chegar a São Paulo sem ter uma síncope, chama-se “Moneyball” e chegará às telonas tupiniquins no início de fevereiro com o título de “O Homem que Mudou o Jogo”.

Brad Pitt é o protagonista e interpreta o ex-jogador de beisebol Billy Beane, que como gerente do mediano Oakland Athletics revolucionou a história de um dos principais esportes dos EUA.

No filme, Beane (Pitt) deixa de lado a amadora forma de seleção das contratações, feita pelos “especialistas” ex-jogadores de 30, 40 ou 50 anos atrás, e inova com a utilização de um programa de estatísticas, que mede a porcentagem exata da temporada de todos os jogadores da liga, mostrando o destaque real de cada um deles.

Não sei se é possível algo do gênero no futebol, mas tenho certeza de que algumas medidas vistas em “Moneyball” ajudariam demais o Esporte Bretão.

Por exemplo, colocar gente capacitada, estudada e competente nas categorias de base, no marketing e nas gerencias de futebol, parando de rechear esses departamentos com ex-jogadores (que já estão na história pelo que fizeram dentro de campo, mas que não têm competência para as funções fora dele), parentes ou “amigos dos amigos”.

Por exemplo, manter comissões técnicas e acreditar verdadeiramente no tal planejamento a longo prazo, deixando de sucumbir à pressão dos torcedores após a terceira ou quarta derrota.

E finalmente parar de fazer apostas absurdas em jogadores que nitidamente não rendem mais o que já renderam no ápice, vide Ronaldinho Gaúcho e Adriano.

Eu mesmo disse e ouvi muita gente dizendo que ambos não trariam bons frutos para Flamengo e Corinthians. Ao contrário. Acabariam trazendo mais problemas do que soluções. Dito e feito!

Só não entendo como “especialistas no assunto”, que trabalham diariamente nisso, não enxergam essas coisas.

“Ah, mas o Adriano foi decisivo ao marcar o gol da vitória contra o Atlético-MG, no Pacaembu, na reta final do Brasileirão-2011”, alguém vai falar.

Pois eu retruco: se o dinheiro gasto com o Adriano tivesse sido aplicado num atacante que verdadeiramente se destacou nos últimos anos por seus gols, arrancadas e assistências, e não utilizado para comprar e pagar os salários apenas de um nome, o Corinthians teria sido campeão até mesmo antes da última rodada. Vide Willian, Jorge Henrique, etc.

E não me venham com essa história de marketing! Quer melhor propaganda, venda de camisas e dinheiro no cofre do que títulos?

Sem mais! E não percam “O Homem que Mudou o Jogo”, que estreia no cinema no início de fevereiro!

Uma resposta to “Que tal uma revolução no futebol e de quebra parar de insistir em Ronaldinho Gaúcho, Adriano e etc?”

  1. odilon mario cardoso Says:

    ESTES TIPOS SÃO OS QUE MENOR CULPA POSSUEM, O GRANDE PROBLEMA ESTÁ NAQUELES QUE PESSÍMAMENTE DIRIGEM OS DESTINOS DOS CLUBES BRASILEIROS, ADMINISTRAM SEUS CLUBES C/ MENTALIDADE AMADORÍSTICA, TANTO ADRIANO COMO RONALDINHO QDO SAIREM DE SEUS RESPECTIVOS TIMES SABEM QUE NA CONTINUAÇÃO HAVERÁ INTERESSE DE VARIOS CLUBES EM SUAS CONTRATAÇÕES, ASSIM PERMANECE E PREVALECE ESTAS MENTEIRAS DO FUTEBOL BRASILEIRO!!!!!!!!

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