Sonhar não custa nada…

Hoje fui ver pela segunda vez uma partida de vôlei do Brasil. E também pela segunda vez pude constatar uma coisa em relação ao torcedor: quanto diferença das arquibancadas de futebol!

Sei que era um jogo da Seleção Brasileira, em casa, e contra Porto Rico. Portanto a torcida adversária inexistia.

Mas como o ginásio é mais tranqüilo do que o estádio! Menos tenso, menos nervoso. Mais “leve”…

A torcida, para ficar homogênea, recebe camisas na entrada. E outras são arremessadas no decorrer da partida como premiação.

O lugar é numerado e respeitado, mesmo que você chegue em cima da hora.

Os animadores de torcida puxam gritos de incentivo e vaias contra o adversário (apenas vaias e não gritos ameaçadores e xingamentos chulos).

A tradicional “ola” é puxada pelas arquibancadas e depois é organizada pelo sistema de som em sensacional câmera lenta. E ao som de música clássica!

Simplesmente espetacular! Você sente, realmente, que o ginásio está em “slow motion”.

E as famílias? Mãe, pai, filhos, tios, sobrinhos, avós, crianças de colo…

Como seria mais gostoso se o futebol contasse com esses ingredientes nas arquibancadas.

Sem brigas, bombas, rojões, mastros que servem de arma e torcedores que “organizam” apenas guerra e cânticos de incentivo à violência.

Enfim…

Sonhar não custa nada, certo?

Foto: FIVB

7 Respostas to “Sonhar não custa nada…”

  1. sara Says:

    Eu tb fui, Gustavo! Achei fantástico ser o lugar marcado, não era assim antes, mas acho que a reforma do ginásio ajudou.

  2. Pedro Luiz Boscato Says:

    São ambientes completamentes diferentes, Gustavo. Lembro, na década de 60, assisti muitos jogos de basquete, principalmente, no Ginásio do Parque São Jorge, Corinthians com um timaço de basquete, Wlamir Marques, Amaury, Ubiratan, Rosa Branca, dentre outros. Era um espetáculo marcante, bonito, o Corinthians tinha uma bandinha que se instalava no meio das arquibancadas, quando o time entrava na quadra, seus jogadores ficavam perfilados no meio dela, todo público levantava, a bandinha tocava o Hino do Corinthians e todo ginásio cantava. Via-se famílias com o casal, filhos e sobrinhos, os avós destes, ambiente completamente diferente de campos de futebol. Lembro, uma vez, Wadi Helu, Presidente do Corinthians na época, fogos era moda no futebol recepcionar o time entrando em campo,, mandou distribuir milhares de bexigas, os torcedores a enchiam e como naquela época a grande maioria fumava, os torcedores, com cigarros, estouravam as mesmas, dava impressão de fogos saudando a equipe entrando na quadra.

    • gustavogrohmann Says:

      Mas naquela época os torcedores que ocupavam os estádios eram completamente diferentes dos de hoje… Pode até ser que fossem também diferentes dos que ocupavam os ginásios de vôlei e de basquete, mas eram muito mais tranquilos e muito menos viloentos…

  3. Pedro Luiz Boscato Says:

    Sim, Gustavo, eram diferentes e a situação era outra. Lembro, numa confusão, por exemplo, num campo de futebol, não precisava muito, dois ou três Policiais davam conta de conter os ânimos de centenas de torcedores. Era só ver o calibre 38 na cintura do Policial que todos já se controlavam. Não pense, também, que não tinham confusões. Num clássico, por exemplo, era ser bem corajoso e não estar só para comemorar gol de um adversário do Corinthians na geral do Pacaembu. Digo geral do Pacaembu porque ali se concentrava a grande massa de torcedores corinthianos. Lembro, em 1964, num sábado à tarde, pelo Rio São Paulo/Roberto Gomes Pedrosa, Palmeiras 2 x Corinthians 1, esse jogo terminou o primeiro tempo 1×0 Corinthians, não terminou uns 5×0 porque Valdir Joaquim de Moraes fez verdadeiros milagres no gol do Palmeiras. No segundo tempo, quando o Palmeiras virou o jogo, um palmeirense que estava com um amigo meu na geral, ao levantar uma bandeira do Palmeiras, bandeira não era comum naquela época nos estádios, a mesma ficou em centenas de pedaços. Em 1962, num dia de véspera de eleição, Portuguesa x Santos se enfrentaram no Pacaembu, à noite. Nas arquibancadas, Santos vencia por 2×0, um grupo de santistas exibia um saci e fazia a maior festa, a maior gozação. A maioria no pedaço torcia pela Lusa, Lusa fez 2×1, a maioria já começou a querer provocar os santistas que continuavam com a gozação. Lusa fez 2×2, aí as provocações aumentaram. Ao sair o terceiro gol da Lusa que venceu por 3×2, não deu outra, torcedores em maior número que torciam contra o Santos, não eram só torcedores da Lusa, tinham também palmeirenses, corinthianos e sãopaulinos, estes partiram para agressão, eram maioria, deixaram o saci que era de madeira, trabalho artístico bonito, em centenas de pedaços também. É que nas confusões logo os Policiais entravam em ação e resolviam, calibre 38 na cintura do Policial impunha respeito. Hoje, lamentavelmente, a situação é bem diferente.

  4. gustavogrohmann Says:

    Hoje a polícia apanha do bandido…. infelizmente…

  5. Pedro Luiz Boscato Says:

    Sim, hoje os policiais são impedidos de agir como antes, aliás, como se deve, em certos casos, muitos, infelizmente, por sinal.. Veja que nas confusões em que os policiis são obrigados a intervir, nunca aparece os bagunceiros agredindo os policiais e sim estes tendo que agir de modo a dominar a situação. Aí, então, malho nos policiais, agiram com violência, isso não pode, tem que acalmar… Que coloquem padres, pastores, bispos, nos estádios, para manter a ordem… Diz aquele velho ditado: picada de cobra, não é um chá de erva doce que vai curar e sim um veneno mais forte.

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