O dia em que Felipe Melo foi… Felipe Melo!

Recebeu, dominou, girou e lançou no vazio. Robinho, de primeira, estufou as redes num golaço! Lance de craque da época que se amarrava cachorro com lingüiça. E Felipe Melo foi comparado ao Canhotinha Gérson.

Minutos depois, domínio rápido e um chapéu aplicado, mas não completado. E a comparação com outro genial meio-campista canarinho veio. E esse usava até a mesma camisa. Felipe Melo virou Falcão.

A vitória era certa, mas logo no começo da segunda etapa uma falha claríssima e gritos de Gilberto Silva e Júlio César esquentaram a orelha do nosso ‘Gérson-Falcão’. Naquele momento Felipe Melo lembrou Felipe Melo.

O tempo passou e em um trombada no ar com o melhor goleiro do mundo (que também tem suas tardes de Kléston) o camisa 5 empatou para os holandeses com um gol contra. Felipe Melo pareceu Felipe Melo.

O nervosismo aumentou depois da virada laranja e após falta no habilidoso e decisivo cai-cai Robben, uma violenta pisada na coxa do caído camisa 11 da Holanda. E naquele momento, definitivamente, Felipe Melo foi Felipe Melo!

Foto: FIFA

15 Respostas to “O dia em que Felipe Melo foi… Felipe Melo!”

  1. Luiz Felipe Colucci Says:

    Uma vez Felipe Melo foi jogar JoKenPo com o presidente Lula. Ele tinha uma tesoura, e o Lula, 5 dedos.

    O curupira não tinha os pés virados antes de dar de cara com o Felipe Melo

    Felipe Melo Não Nasceu ele Foi Expulso do Utero da Mãe Dele

    saci tinha duas pernas até ser atingido por Felipe Melo

  2. ednilson Says:

    Excelente análise

  3. Faveloz Says:

    Muito bom Gustavo, melhor verdade impossivel. Eu disse no meu twitter – alguem por acaso ouviu um comentario bom sobre a pessoa do Felipe Mello durante a Copa? Ou realmente mostrou ser a pior das convocações do Dunga? (e olha que não foram poucas convocações erroneoas).
    Mas fazer o que, que tem Felipe Mello não precisa de Kleber(cavalo)

  4. Renan Cacioli Says:

    Difícil escapar da condenação pública, ainda mais depois de uma eliminação doída como essa. Mas o que me incomoda em jogadores como ele é não admitir que erra. É esse ar meio ignorante, meio blasé. Quando foi questionado certa vez pelo jornalista Paulo Vinícius Coelho sobre suas atuações, ficou tão emburrado que soltou a pérola: “Você é jornalista?”. Como se souber quem são as principais vozes da mídia esportiva não fosse dever de um atleta profissional. Mais ou menos como aquele jogador que demonstra desconhecimento sobre ídolos passados. Acha que só o seu momento é importante na construção da memória futebolística do país. O que me incomoda no Felipe Melo mais não é o cartão vermelho, o destempero. É a ignorância.

    • gustavogrohmann Says:

      Não acho que ele tem de ser condenado, mas creio que não terá escapatória. Concordo com a ignorância! E talvez tenha sido ele que não permitiu que Felipe Melo fosse Gérson ou Falcão… Ele foi Felipe Melo…

  5. Sergio Trigo Says:

    Enfim acabou… Que alívio! Chega desse falso patriotismo, desse ufanismo ridículo, desse oportunismo em torno de um campeonato de futebol. Chega de comerciais de televisão tentando convencer a mim e aos meus filhos que temos que ser ‘cervejeiros’… chega de sermos obrigados a torcer, só porque é a seleção brasileira. Chega de gente querendo apenas um motivo para misturar cerveja, carnaval e futebol. Fique claro que, longe de ser uma pessoa amarga, sou um amante do futebol, frequentador de estádios e um otimista por natureza, mas não aguento mais essa coisa impositiva, de TER que torcer pelo Brasil. Ora, eu torço muito pelo meu país. Torço para nos livrarmos da fome, da miséria, da corrupção, da desigualdade social, dos políticos, das pessoas que comandam a CBF… torço para nos livrarmos de tudo isso. Quanto ao time da camisa amarela (que hoje trajava azul), aquilo não é o Brasil em campo… Chega de gente que trata mal aos outros, que pisa nos adversários, que exala uma pretensa superioridade, tão falsa quanto essa onda de patriotada, travestida de patriotismo. Passaremos mais quatro anos sem encontrar bandeiras do Brasil pelas ruas, sem ouvir o Hino Nacional, porque no nosso país, só se lembra disso na Copa do Mundo. Quando os tais 190 milhões em ação aprenderem a se unir em torno de algum outro objetivo, que não a Copa do Mundo, aí sim esse país entrará num caminho que nos trará orgulho genuíno, ao invés de alegrias encomendadas. Viva o Brasil, não a seleção da CBF. Abraços, Gustavo e parabéns por tudo.

    • gustavogrohmann Says:

      O que mais eu posso falar depois do seu comentário?! Imagine se a imprensa cobrasse os políticos como cobram o Dunga e a Seleção?!?! Seria um país de primeiro mundo! Ainda bem que no fim do dia teve o Uruguai para mostrar o que realmente é o futebol!

  6. rodrigo Says:

    Se tem algum culpado é o Dunga, que o convocou. O cara sabe jogar? Sim, sabe, visto o passe pro camisa 10 do Peixe. Mas não foi surpresa nenhuma o cartão vermelho. Uma hora ia acontecer. Por mais que você adestre um escorpião, uma hora ele te pica. E picou o 5 da Canarinho de 94.

    Uma coisa não se pode negar, o Brasil não jogou mal, foi é superado pela Laranja que se superou heroicamente. Tivemos problema de banco, mas isso também não foi novidade alguma, Dunga só se comprometeu com 2010 – disse que 2014 não é da conta dele. Será?

    Time competitivo tivemos, mas descobrir isso num jogo eliminatório é no mínimo ingenuidade, falta de esportiva, de comprometimento com o limpar o nome de uma Seleção que sofreu falcatrua em 98. São todos cúmplices, a CBF deveria ficar na Esplanada dos Ministérios.

    Agora, sem empolgação para disfarçar, quero só ver o presidente Inácio desviar dinheiro público ou do BNDS para construir o sonho corinthiano: um estádio para 2014: pior que tem muita gente que apoiaria uma coisa dessas.

  7. Pedro Luiz Boscato Says:

    Gustavo, esse negócio de “no tempo em que se amarrava cachorro com linguiça”, foi arte do Felipão, falando quando técnico da Copa de 2002. O futebol ficou complicado de uns tempos para cá, devido eles, técnicos, pela garantia da manutenção no emprego, procurarem táticas a dificultar sobremaneira os grandes talentos do futebol, não tinham jogadores com capacidade de jogar de igual para igual e começaram a lançar táticas mais no sentido destrutivo, o objetivo era não permitir que os talentos mostrassem suas categorias. Com isso, sem dúvida, o futebol foi ficando cada vez com menos categoria o preparo físico suplantou a técnica, o futebol, de ano a ano, com o passar do tempo, de lindo, vistoso, agradável, clássico que era, principalmente, na saudosa Era Pelé, foi perdendo a beleza, foi caindo e bem tecnicamente até chegar ao ridículo que é hoje comparando com aquele futebol brilhante que tínhamos. Hoje, por exemplo, dificilmente, quem acompanhou o brilhante futebol do passado, dá para assistir uma partida por inteiro, têm momentos que chega a dar raiva, vendo-se muitos, considerados, hoje, como craques, comparando com o futebol maravilhoso que tivemos, que não passam de ridículos.

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