Desabafo Fenomenal

Mais um texto sobre Ronaldo! Perseguição? Não, admiração! Digo e repito: ele foi o melhor atacante que eu, Gustavo Grohmann, vi jogando!

Mas lá vou eu analisar mais alguns pontos de discordância entre minhas ideias e as disparadas pelo Fenômeno em entrevista coletiva no dia seguinte à eliminação para o Flamengo.

“É muito fácil falar de comprometimento. É muito fácil a pessoal que está do lado de fora fazer julgamento. Eu estou entre os jogadores que mais treinaram esse ano. Tenho a maior média de carga horária e de distâncias percorridas nos treinamentos… Você (repórter que fez a pergunta) não deve saber, mas eu tenho 33 anos, 8 operações no meu corpo, muitas dores… E tenho que ouvir esse tipo de pergunta sobre comprometimento?! Enfim (visivelmente emocionado)… O povo está comigo. O corintiano está comigo…”, disparou Ronaldo após questionamento sobre o seu comprometimento profissional, principalmente na parte física.

Eu lembro bem da condição e do peso de Ronaldo na Copa de 2006. Ele chegou ao grupo brasileiro com 100 kg e, ao invés de fazer um trabalho físico de recuperação, passou a semana que antecedia a apresentação oficial em um iate, comendo e bebendo com sua namorada. Isso é comprometimento?

E no caso de sua passagem pelo Corinthians, se for verdade que Ronaldo deu o máximo de si na recuperação física e chegou ao Maracanã para disputar uma partida de Libertadores naquelas condições, dando caneladas e perdendo o tempo da bola, infelizmente é hora de encerrar a fantástica carreira.

E o desabafo não parou por aí.

“O que eu vejo em uma parte da imprensa é uma cobrança muito pessoal. Eu acho que não é justo comigo. Não é justo com ninguém. Qualquer tipo de cobrança que não seja a profissional, não é justa. Eu não concordo quando vejo críticas sobre a minha vida pessoal. Eu tenho uma admiração muito grande pelos EUA, pois o ídolo lá é realmente um ídolo. Ele chega a ser quase intocável. As pessoas falam do Michael Jordan como se fosse Deus na Terra. Por isso acho que no Brasil estamos muito atrasados. Precisa ter respeito com o profissional. Precisa ter respeito com a história do cidadão”, cobrou o magoado Fenômeno.

Acho que agora é ele, Ronaldo, que “não deve saber” o que está falando.

Realmente hoje, Michal Jordan é um ídolo inquestionável, nos EUA e também no mundo. Mas quem acompanhou sua carreira sabe muito bem que ele recebeu muitas críticas na época que ‘retornou da aposentadoria’ para jogar no Washington Wizards. Críticas também feitas em suas aventuras pelo golfe e pelo beisebol.

E Michael Schumacher, não é também um ídolo mundial do automobilismo e seu retorno à Fórmula 1 não foi e continua sendo questionado e criticado?

Tenho certeza que após encerrar a carreira as lembranças sobre o Fenômeno Ronaldo serão apenas as boas. Aquele golaço que ele fez jogando pelo Barça e não a canelada do Maracanã! A imagem dele comemorando os gols com o dedo indicador em riste e não os ofegantes momentos de um cara acima do peso.

E na vida pessoal, na parte amorosa, aposto que a lembrança será seu casamento com Daniela Cicareli em um castelo francês e não suas aventuras com travestis em um motel carioca.

Fique tranqüilo Ronaldo, você é e sempre será um ídolo, apesar de caminhar para encerrar a carreira de uma maneira melancólica, tropeçando, com seus quilos a mais, naquela que mais te amou e acompanhou em toda a carreira.

Clique aqui e confira a entrevista!

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