Na Libertadores, exceção é regra!

Ontem à noite, em bate-papo com dois amigos, discuti sobre a dificuldade das competições de futebol do Brasil e do mundo.

Mesmo após as exposições dos pontos de vista (em alguns momentos até exaltadas), acabei não formando minha opinião final sobre o melhor campeonato do planeta. Mas a uma conclusão eu cheguei: a Libertadores da América é a competição mais estranha, complicada e imprevisível do futebol mundial!

Alguns vão falar que eu sou maluco, mas caso o Barcelona desembarque por essas bandas para disputar a competição, eu não cravo que o time de Messi será campeão! E você, crava?

Certa vez perguntei ao atacante Robinho o que era mais difícil, disputar a Liga dos Campeões da Europa ou a Libertadores?

E não é que ele igualou as duas competições? Disse que o torneio europeu conta com os melhores jogadores do mundo, mas que a catimba, a torcida e a arbitragem na América equilibram as coisas.

Outro exemplo é o chamado ‘futebol bailarino’ de Émerson Leão. Alguém aqui se lembra da última vez que um time levantou o cobiçado troféu sul-americano jogando um futebol bonito de se ver? Eu cito o São Paulo de Telê, em 1992 e 93, e o Boca Juniors de 2000. Reparem que lembrei apenas de duas equipes nos últimos 20 anos…

Na Libertadores é tudo diferente. É tudo meio ‘ao contrário’.

Na maioria das vezes, num apanhado dos anos de disputa, os times que se classificam em primeiro geral na fase de grupos são campeões, certo? Na Libertadores, não!

Geralmente um time que tem bom jogadores no papel e vem jogando bem avança num mata-mata contra uma equipe média ou pequena da Argentina, Equador, Uruguai e Chile, certo? Na Libertadores, não!

Em uma hipotética disputa de mata-mata da competição sul-americana entre Santo André (que deu um sufoco no Santos e será, no mínimo, vice-campeão paulista) e Rosário Central (hoje 18º colocado do campeonato argentino), aquele que não está acostumado com a ‘estranhesa’ da competição sul-americana teoricamente dá o favoritismo ao time do ABC. Já aquele que conhece o torneio, seria mais cauteloso ou até apostaria suas fichas no time argentino.

Portanto, não se surpreendam nas próximas semanas caso um desconhecido elimine um favorito e parta para a conquista da América. Ou, de repente, cai na fase seguinte…

18 Respostas to “Na Libertadores, exceção é regra!”

  1. Ednilson Valia Says:

    Desta vez eu concordo plenamente com o senhor, meu caro jornalista. A Libertadores é uma competição imprevisível. Qualquer clube borra-botas pode chegar ao título, usando da catimba e de um esquema retranqueiro.

    Aposto, que nenhuma competição no mundo tem um fator tão importante como o quesito casa (jogar em casa) nas fases eliminatórias da Copa Libertadores da América.

  2. gustavogrohmann Says:

    E a “arbitragem caseira” então?!?!? O time da casa joga com 14….

  3. Ze Says:

    Muito bom o post…espero ver um assim falando do corinthias amanha…

  4. Pedro Luiz Boscato Says:

    O Robinho falou certo, no meu etender, Gustavo, principalmente, no tocante arbitragens. Em 2000, por exemplo, Palmeiras x Boca, o jogo estava empatado na Argentina, houve um penalti indiscutível a favor do Palmeiras não assinalado, penalti no jogador Fernando. Fosse assinalado o penalti e o mesmo convertido em gol, situação no segundo jogo aqui poderia ser bem diferente, Palmeiras jogando pelo empate. Mas, aquela velha e tradicional história no futebol, sem a menor sombra de dúvida: somente nas quatro linhas, ninguém ganha absolutamente nada. Em relação a torcida, não entendo, até hoje: naquela decisão de 2000, Felipão queria o jogo no Parque Antártica, a exemplo de 99, onde a pressão da torcida poderia ajudar. A Conmebol não admitiu, sob alegação que o Parque Antártica não cumpria as exigências, houve mudança no Regulamento, no tocante ao número de público nos estádios em jogos decisivos, o Parque Antártica não tinha capacidade para receber o número mínimo de espectadores exigidos. O Pacaembu, onde a pressão da torcida, embora menor que no Parque Antártica, seria bem maior que o Morumbi, não estava em condições de jogo, reformas ou coisa parecida, por que, o jogo não foi lá?

  5. João Paulo Says:

    14???? para quê tanto????

  6. @rcandido10 Says:

    “PQP, Libertadores o “Curinthia” nunca viu!” rsrsrs!

  7. Pedro Luiz Boscato Says:

    Grande Gustavo, prezado Gustavo, não entendi essa, relação com “política”, referindo-me ao Pacaembu sobre não ser decidida lá a Libertadores em 2000.

  8. Fernando Coleti Says:

    Só uma correção do que o Pedro disse, o jogo em que o Fernando sofreu pênalti, foi na semifinal da Libertadores de 2001, e não na final de 2000.

    Sobre o texto, concordo com quase tudo. A Libertadores realmente é diferente. Como diria um pagode “não melhor, nem pior, é apenas diferente”.

    Só discordo que o Boca-00 e o SP-92/93 jogassem bonito. Eram dois timaços, mas eram bem competitivos, copeiros.

    Não adianta, pra ganhar este torneio, não basta apenas “bola”.

  9. Pedro Luiz Boscato Says:

    EExato, Fernando Coleti, um equívoco de minha parte, o penalti sobre o Fernando foi em 2001 na Argentina e no Parque Antártica que foi a Semifinal onde o Palmeiras perdeu novamente para o Boca nos penaltis, tinha também perdido a decisão de 2000 no Morumbi nos penaltis. O que eu quis me referir, em se tratando de Pacaembu, foi a decisão de 2000, não recordo se o Pacaembu passava por reformas, por qual motivo o jogo não foi lá disputado e sim no Morumbi já que Felipão achava que a pressão da torcida poderia ajudar. Na Libertadores de 2001, inclusive, Felipão nem mais estava no Palmeiras, o técnico era Celso Roth. Você recorda se o Pacaembu passava por reforma, o que realmente aconteceu, para que a final da Libertadores de 2000 não fosse lá jogada? Em 1972 Oswaldo Brandão bateu o pé e a decisão do Paulista foi no Pacaembu, Brandão falou claramente que se o Palmeiras quisesse jogar no Morumbi por causa de renda, não era o time dele que entraria em campo, ele entregaria o cargo. Velho Mestre bateu o pé e, apesar de muitos protestos, até propaganda o Palmeiras fazia na época para que sua torcida comparecesse aos estádios, a decisão do Paulistão/72 foi no Pacaembu.

  10. Décio Says:

    Fala-se tanto em Política pra cá, Política pra lá……. se assim o fosse o Corithians não tinha perdido do Flamengo. Política não existe no Futebol!!!
    Pelo menos não pro Timão….. talvez o Sanchez devesse ser amigo íntimo ddo presidente da Sul Americana, assim como fez o Pimenta em 92/93.

  11. Pedro Luiz Boscato Says:

    PPolítica, Gustavo, sempre teve no futebol, sempre imperou. Claro, têm as viradas de maré, a força nos bastidores não é eterna somente para um, ocorrem as mudanças, clube pode ter muita força hoje e amanhã não ter, principalmente, a situação no mesmo perdendo eleições, aí o negócio pode entortar e bem, o que saiu, óbvio, ainda ressentido pela revolta, nessa hora vai esquecer do seu amor pelo clube para não favorecer quem lhe tirou do cargo. Todo clube teve seu período de força nos bastidores, teve e volta a ter, nada é eterno, tudo é transitório. Corinthians nunca teve força nos bastidores na época de Wadi Helu como Presidente. Este lutava contra tudo e contra todos, montava grandes times, porém, sem força nos bastidores, conseguiu o que, a não ser o título do Roberto Gomes Pedrosa em 66 ainda dividindo com mais três, Santos, Vasco e Botafogo, e a quebra do famoso tabu frente o Santos, dia 06 de março de 1968, vitória por 2×0, gols de Paulo Borges e Flávio?

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