Um pouco de coerência, por favor…

É até normal o torcedor de futebol mudar de opinião conforme o resultado da partida, a declaração do adversário ou a bela jogada do craque, pois age com o coração e não com a razão.

Mas fico impressionado com a falta de coerência de quem exige seriedade a torto e a direito: a imprensa esportiva brasileira!

Ouvi e li muita gente criticando Ricardo Gomes por ter iniciado a partida contra o Santos, na Vila, com o atacante Washington no banco. E o argumento para tal era a condição de artilheiro do camisa 9 do Tricolor.

Como diria Felipão: “bahhhh”! Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

O fato do São Paulo precisar de gols e de Washington ser o artilheiro do time na temporada, não quer dizer que sua presença esteja garantida entre os 11 titulares.

Mesmo porque, se fosse assim, todo artilheiro do Brasileirão deveria ser titular de uma grande equipe nacional. Souza é reserva do Corinthians… E Dimba, Dill, Josiel e etc, onde estão?

O engraçado é que na primeira partida da semifinal o Tricolor também precisava de gols, pois perdia por 2 a 0 com um jogador a menos. No intervalo, Ricardo Gomes tirou o goleador Washington e colocou o lateral Cicinho (que ainda não marcou nenhum gol em seu retorno ao Brasil).

A equipe se comportou muito bem sem um homem de referência à frente e empatou a partida. Nos acréscimos Durval acabou decretando a quinta derrota do Tricolor em clássicos. Mas ninguém criticou a mexida de Ricardo Gomes! Aliás, muitos exaltaram a modificação do treinador.

Uma semana depois, acreditando em um sistema montado com jogadores mais rápidos, ele tentou repetir a segunda etapa do Morumbi, sem um jogador de referência à frente, e deixou Washington no banco de reserva.

O esquema não deu certo e aos nove minutos do segundo tempo Ricardo Gomes colocou artilheiro em campo, optando pelo retorno do ‘homem de referência’. Mas aos 14 minutos Neymar fez 1 a 0 e a maionese desandou de vez.

Após ouvir tantas críticas, pergunto: quer dizer que o treinador não pode ter sua próprias convicções?

Quer dizer que se um ala estiver ‘voando’ nas últimas partidas ele não pode dar lugar a um ‘lateral-marcador’ dependendo do adversário?

Quer dizer que um time que tem um ponta baixinho, rápido e habilidoso, não pode abrir mão de escalá-lo contra um time que joga com quatro defensores com mais de um metro e noventa?

Entendo essa falta de nexo no discurso de torcedores e até do próprio Washington.

Mas realmente não entendo esta incoerência naqueles que se dizem analistas especializados em futebol!

Foto: VIPCOMM

12 Respostas to “Um pouco de coerência, por favor…”

  1. Felipe Pereira Says:

    Acredito que a revolta do Washington é um coisa acumulada. Pegam tanto no pé dele que uma hora ele iria estourar e o momento foi aquele. Eu já acho que ele deveria ter começado desde o início da partida. Com ele campo o São Paulo teria mais chances de fazer, ao menos, um gol.

  2. Ednilson Valia Says:

    Todos nós somos passiveis de incoerência. Mas a imprensa sempre comete seus equivocos, temos que ser um pouco complacentes com os coleguinhas. Afinal, eles estão ocupando vaga de profissionais que realmente poderia acrescentar algo ao esporte.

  3. Flávio Araújo Says:

    Gustavo, sem entrar no mérito da questão e sem crítica nenhuma ao técnico Ricardo Gomes que tem todo o direito de escalar quem preferir só meto minha colher torta nesse angu para dizer que conheço o Washngton pessoalmente e que ele é um grande caráter. Poucos jogadores de futebol tem o seu nível de conduta nos gramados e fora dele. Só isso.

  4. Décio Says:

    O que é mais importante…….CRISE NO TRICOLOR!!!
    hahaha
    Será que vence o Once? Será???

  5. Fernando Coleti Says:

    Independentemente de o Ricardo ter acertado ou não, é um ABSURDO as declarações do Cumpadi Washington !

    Acho ele um bom centroavante, mas ele acha que é o Van Basten.

  6. Pedro Luiz Boscato Says:

    SSer substituido nenhum jogador gosta, ficar no banco, então, muito menos. Jogador, estando de cabeça quente, fala mesmo, rasga o verbo. Washington não foi o primeiro e nem será o último, já aconteceu com vários e com bem mais nome e fama do que ele. Edmundo, por exemplo, não recordo certo contra quem foi, parece, contra o São Paulo, ao ser substituido por Luxemburgo, não se conformando com isso em hipótese alguma, até gesto obsceno fez para o treinador quando passou por ele. Agora, quanto ao técnico em substituições, quando as substituições dão certo, tudo bem, o mesmo enxerga mesmo, tem sensibilidade, etc., etc. Porém, quando não dá certo, já viu, até de burro em coro é chamado. Agora, não sei, também, se por questão de “estrela” ou coisa parecida, a grande verdade é que, pelo menos nunca vi, o saudoso Velho Mestre Oswaldo Brandão, fazer substituições e não dar certo, durante as partidas. Se bem que, na decisão do Paulistão/57, São Paulo 3 x Corinthians 1, garoto ainda, lembro, muitos corinthianos acharam, que o culpado pela derrota foi Brandão, Luisinho, o notável Pequeno Polegar, não estava no melhor de suas condições físicas e por isso não deveria ter sido escalado. Um saudoso tio, corinthiano dos maiores existentes no planeta sem a menor sombra de dúvida, apesar de gostar muito do Velho Mestre, sempre falou isso.

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